20 de jul de 2007

Como se dar bem contra piadas babacas (parte 5)

Deixando as tristezas de lado, mas nunca esquecendo de nossa causa, e de nossa luta para mudar esse país, vamos dar continuidade ao nosso seminário de como se dar bem contra piadas babacas. Estamos em uma faze decisiva do curso, por isso, peço-lhes muita atenção nos dois tópicos de hoje, para podermos passar para a próxima fase. Bons estudos!!


A que horas que o sol caminha melhor?

Como você é uma criatura ingênua e cooperativa, deve querer passar por cima da aparente falta de sentido da frase que seu colega lhe formulou. Com toda sua boa vontade, vai achar que ele simplesmente perguntou, de forma errônea, a que horas é mais apropriado caminhar sob o sol. Tolo. Na verdade, seu inimigo está usando mais um truque fonético para perguntar "A que horas soco a minha melhor?".
Levando em consideração que o verbo "socar" tem conotação sexual, no sentido de "penetrar com força em estocadas regulares", qualquer resposta sua com informação sobre horários será interpretada como uma dica para o momento em que seu adversário pode sodomizá-lo com mais facilidade.
Para mudar drasticamente esse quadro humilhante, aproveite a situação. Olhe para seu relógio, finja que vai lhe dar um horário e, subitamente, diga: "Sabe de uma coisa? Quero vender meu relógio. Sessenta no meu, rola?".
Mesmo se não estiver interessando em comprar, a tendência é que o canalha diga "sim", só para dar prosseguimento à tentativa dele de zombar de você. Mas na hora em que ele concordou com a oferta, o sujeito já estará sendo alvo de risos.
Não entendeu? É que você perguntou a ele "Se senta no meu?", ou seja, "você repousaria as nádegas em meu pênis?". Agora suas opiniões já são plenamente respeitadas pelo grupo. Você não será mais reprimido quando mencionar algum defeito naquela menina que todo mundo acha sensacional.
Bonita sua camisa! Linho fio grosso?
Que bom! Alguém finalmente reparou em sua camisa de linho grosso, não?
Acorde, bobão. O pulha está mesmo lhe perguntando "Lhe enfio o grosso?", que significaria "Introduzo meu membro de grande calibre em seu ânus?".
Não fique assustado. Há como dar continuidade à construção de sua nova imagem. Você pode dizer algo como "Acho que não, mas se eu usar força rasgo a sua". Ou partir para algo mais complexo. Diga: "Por falar em moda, reparei que seu pé é grande. Bota em você não aperta, não?".
Achando que ter pé grande significa ser dotado de avantajadas proporções penianas, seu adversário concordará. Você não deve ter percebido, mas passou a perna no coitado, perguntando "Botar em você não aperta?", ou seja, "Introduzir um membro sexual em você dá a sensação de aperto no agente ativo da relação?".
É, companheiro. Chega de ser ridicularizado quando sua mãe lhe obrigar a sair com um guarda-chuva em tempo nublado. Seus amiguinhos vão lhe achar um rapaz precavido, em vez de um idiota obediente.